sábado, 13 de julho de 2013

Exercício Físicio e Envelhecimento - parte 1

Postado por: Marina Cavalcante

O processo de envelhecimento, natural a todos os seres humanos, acarreta em alterações nas diversas funções do organismo ao longo tempo, como principalmente a perda da força muscular, a diminuição da densidade óssea, o aumento da gordura corporal, a diminuição hormonal, a redução do débito cardíaco, a diminuição da função vital dos pulmões, a elevação da pressão arterial, entre outras.

Durante o exercício físico, o corpo humano sofre adaptações cardiovasculares e respiratórias, que por meio de processos fisiológicos e metabólicos, atendem as demandas exigidas pelos músculos em atividade. Com a repetição dessas adaptações durante toda a vida, o organismo minimiza os efeitos naturais do processo do envelhecimento e pode evitar doenças e problemas de saúde, além de aumentar a força muscular e diminuir a taxa de gordura corporal, que tende a aumentar com o envelhecimento, pois esse aumento ocorre na mesma época em que o volume de massa muscular e óssea começa a diminuir, gerando uma queda na taxa metabólica e uma predisposição ao aumento de gordura corporal.


Os exercícios resistidos ajudam na manutenção da massa muscular e na densidade óssea, fortalecendo músculos e ossos. Os exercícios aeróbios fortalecem corações e pulmões, e por meio do metabolismo oxidativo, auxiliam na perda de gordura corporal. Além disso, ao praticar exercícios físicos regularmente os idosos tendem a diminuir seus níveis de triglicerídeos, reduzir pressão arterial, aumentar colesterol HDL e aumentar à sensibilidade das células à insulina.

Modificações no sistema musculoesquelético tornam-se evidentes no envelhecimento, como a diminuição da força, causada pela diminuição no comprimento, elasticidade e número de fibras musculares, diminuição da quantidade de colágeno nos tendões e ligamentos, causando diminuição da elasticidade e capacidade de resistir às forças de tensão, aumento do colágeno muscular, causando diminuição da flexibilidade, perda de massa óssea, diminuição da síntese de proteínas funcionais e conteúdo de condrócitos, que são células da cartilagem.

 Essas modificações naturais que acontecem com o envelhecimento podem resultar em condições como a sarcopenia e doenças como osteoporose, e podem ser prevenidas, amenizadas ou até mesmo revertidas com os exercícios físicos, sendo essa relação aprofundada nos próximos posts.



Referências Bibliográficas:

Exercício físico e o Parkinson 

Postado por Gabriel Queiroz 
 
 
Parkinson é uma doença crônica, degenerativa e progressiva e que ocorre com mais frequência em pessoas idosas. A sua causa é devido a perda de neurônios do sistema nervoso central, SNC, na região da substância negra. A causa dessa perda de neurônios ainda é desconhecida, porém já é feita uma relação de fatores hereditários,tóxicos,infecciosos,genéticos e ambientais provocando Parkinson.

Os neurônios dessa região sintetizam dopamina, um neurotransmissor cuja a baixa concentração nessa região provoca alterações motoras : lentidão no movimento, redução na amplitude de movimento, dificuldade em iniciar um movimento, tremor, rigidez e problemas no equilíbrio.


 Devido a acarretar em problemas motores, muitos pacientes com Parkinson acabam evitando realizar atividades físicas, levando o indivíduo a um estilo de vida sedentário.

O exercício físico 


Ainda que a realização de atividade física pelo parkisoniano não impeça a progressão da doença, garante o funcionamento muscular e ósteo-articular. Além de que a lentidão no movimento ( bradicinesia ) e a rigidez para realizar movimento podem levar a alterações patológicas, como a osteoporose e a artrose, o que tornaria ainda mais restritivas as atividades motoras do paciente.

Impedir o estilo de vida sedentário impede a atrofia muscular e retarda a rigidez causada pela doença. As atividades de flexibilidade e mobilidade são extremamente importantes para indivíduos com Parkinson devido a doença afetar a capacidade de realizar movimentos com máxima amplitude, o estímulo da flexibilidade retarda e impede parcialmente o encurtamento no aparelho motor além de diminuir a propensão a traumas como lesões, estiramentos e luxações.

A realização de caminhadas e exercícios fisioterápicos são os mais indicados devido a estimular o controle motor em atividades físicas diárias, realizando a manutenção da capacidade da amplitude de movimento, força muscular (que de acordo com seu decréscimo limita as atividades do parkisoniano por incapacidade e insegurança) e provoca estímulo no aparelho cardio-respiratório. Além dos benefícios fisiológicos, o exercício físico também tem papel fundamental na melhoria de humor, disposição e outros pontos psicossociais do paciente.
A atividade física deve ser feita com cautela pelo indivíduo para evitar quedas, fraturas e lesões musculares, devendo ser sempre acompanhada por um profissional da Educação Física.

Referência bibliográfica :

http://images2.wikia.nocookie.net/__cb20101202163741/infomedica/pt-br/images/4/4f/Crisf1.jpg
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirxBi_XvR_R8MF-Tkuk7TSjqv1CPOvC4o18QxiE3LqQQ7o2jBxK3pm-V_LsbkbeOrM_pmqyXIV7pmZSHu6GLeRLlG88kjG93po9IgSe_kITQHSmJdEAblupyRJl8i-nb1Kd-p4Xrf3Fr4/s320/ALONGAMENTO.jpg
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOr81TL1ALZXMz34K_970AiKa-_fF9LOkGMiwUzIgbcA7oUoRKQs5Lyj1VEUFcAlB8q94we3e0O1GqNrsfoNfBQXz-a-zf-e4kX5GhfPoZzl0C1xxMTtifgqvWctsfecxPWgqBnUhB9RnL/s400/idosos+caminhando.jpg
http://www.efdeportes.com/efd148/atividade-fisica-na-doenca-de-parkinson.htm

Entrevista: Gravidez e Exercício Físico

Postado por: Letícia Carluccio
 
Olá pessoal!
 
Como sabemos, o período gestacional provoca muitas mudanças no corpo da mulher, mas não é um impedimento para a prática de atividades físicas. Neste post, elaborei uma entrevista na qual vocês irão conhecer a Diva Osório, que atualmente esta na 35ª semana de gravidez e é adepta do CrossFit!
 
Nome: Diva Osório
Idade: 37 anos
Altura: 1,68
Peso: 60kg (antes da gravidez)
 
Há quanto tempo você pratica o CrossFit?
3 anos
 
 
Durante a sua primeira gestação você praticou alguma atividade física? Se sim, conte-nos como essa prática influenciou e beneficiou a sua gestação, na sua recuperação pós-parto e na saúde do bebê.
Sim. Praticava atividade física na primeira gravidez, mas não CrossFit, fazia mais exercício funcional, caminhadas, etc. Acredito que beneficiou minha gestação e também a formação do meu bebê, assim como a recuperação pós-parto. Mas mesmo com a prática de atividades ainda sentia muitas dores nas costas e desconforto. Hoje em dia, praticando CrossFit na minha segunda gravidez desde o início, percebo ainda benefícios muito superiores porque me sinto ainda mais bem disposta do que na minha primeira gravidez e também não sinto dor alguma na lombar ou qualquer tipo de dor. Pela minha experiência, a prática de CrossFit (exercício funcional em alta intensidade, utilizando LPO), está sendo ainda mais benéfico na gestação do que a prática de atividade física como fiz na primeira gestação.
 
Além do CrossFit atualmente você pratica alguma outra atividade física?
Não.



 


Após receber a notícia de sua segunda gravidez, quais cuidados você tomou para que pudesse continuar a praticar o CrossFit? 
Continuei treinando normalmente no início, desde a primeira semana de gravidez. No primeiro trimestre, fazia todos os exercícios como antes, somente baixei um pouco a intensidade, tirando pausas ocasionais para beber água. Mas mesmo assim, era intenso.
 
Quais foram as principais recomendações?
Tentar evitar a falta de oxigênio para prevenir que o feto não tenha deficiência do mesmo. Fazia isso baixando a intensidade do treino por meio de intervalos esporádicos e sempre bebendo água. No segundo trimestre, comecei a substituir alguns exercícios, como ao invés do pulo na caixa fazia step up, abaixei as cargas utilizadas no LPO, e no terceiro trimestre adaptamos mais ainda os exercícios.

 


 
O paradoxo de que mulheres gestantes devem praticar somente atividades físicas de baixa intensidade, como a hidroginástica e caminhadas leves, é muito comum. Qual é a sua opinião sobre isso?
Acredito que isso é um conceito totalmente ultrapassado. Nos EUA, já acreditam que a prática continuada que atividade física, mesmo que seja de média e alta intensidade, desde o início da gestação, é altamente recomendada. Fiz o pré-natal do meu primeiro filho todo nos EUA e os médicos desde o início me recomendaram continuar fazendo qualquer atividade que já fazia antes. Acredito que hidroginástica e caminhada leve pode ser bom somente no caso da pessoa ser sedentária antes da gravidez ou ter conhecimento de gravidez de risco desde o início.
 


Atualmente, às 35 semanas de gravidez, como é a sua disposição para realizar tarefas cotidianas? Você costuma sentir muitas dores na coluna e inchaço nas pernas e pés? Houve o aparecimento de varizes ou de algum outro problema circulatório?
Estou grávida há 35 semanas e 4 dias. Não sinto nenhum tipo de dor. Faço todas as atividades que fazia antes normalmente, sem mudar nada: supermercado, levar e buscar meu filho na escola, trabalho normalmente, treino normalmente....Não tenho dor na coluna, nem nenhum tipo de dor. Tive na primeira gestação mas não na segunda. Não tenho nenhum tipo de inchaço nem nas pernas nem nos pés. Nenhum problema circulatório, nenhuma varize. A minha pressão nunca está acima de 10 por 6.


 

É comum às mulheres grávidas a ocorrência da respiração ofegante, principalmente após a realização de pequenos esforços. Esse sintoma é comum a você?
Não. Às vezes sinto a respiração ofegante mas se estou subindo muitas escadas ou uma ladeira, o que acontecia mesmo antes e acontece com qualquer pessoa, mas rapidamente minha respiração volta ao normal, assim como antes.
 


Qual é a frequência de seus treinos atualmente?
Treino pelo menos 3-4 vezes na semana.
 
Até qual semana da gravidez você pretende continuar realizando os treinos?
Até a última semana. Até o fim. 

Comumente a gravidez pode proporcionar uma queda de autoconfiança, e um aumento da insatisfação com o corpo e a aparência. De acordo com a experiência que você esta vivendo, qual e a sua opinião sobre a relação do exercício físico com o fator psicológico das mulheres gestantes? Acredito que o exercício físico pode melhorar a autoestima durante a gravidez, mas mesmo assim é difícil aceitar as mudanças pelas quais nosso corpo passa!

 


Antes, durante ou depois da prática de atividade física você realiza algum controle de sua glicemia sanguínea?
Na minha primeira gestação, mesmo com a prática de atividade física, minha glicose estava muito mais alta, beirando diabetes gestacional. Na segunda gestação (atual), a minha alimentação provavelmente inclui mais doces e carboidratos do que antes, e mesmo assim minha glicose está muito mais controlada e muito longe de demonstrar qualquer tipo de elevação. 

Quais cuidados você toma para manter a hidratação de seu corpo?
Bebo muita água durante o dia e sempre no treino.

E após a gravidez, você também pretende continuar a prática de atividade física?
Claro! Assim que estiver bem e liberada, retornarei a atividade física.
 

Gravidez e Exercício Físico

Postado por: Letícia Carluccio
 
A atividade física regular é um importante fator de promoção e manutenção da saúde e é recomendada a mulheres de todas as idades e situações, inclusive na gestação e pós-parto.
Ao contrario do que muitos pensam, mulheres grávidas podem sim praticar exercícios físicos e malharem, basta ter autorização de seu médico e ter um bom acompanhamento profissional.
 
 
 
A falta de atividade física regular é um dos fatores associados a uma alta suscetibilidade à doenças durante e após a gestação. Constata-se que exercícios resistidos com pesos de intensidade leve a moderada podem promover melhora na resistência e flexibilidade muscular. Consequentemente, a mulher passa a suportar melhor o aumento de peso e atenua as alterações posturais típicas desse período. A atividade física aeróbia auxilia de forma significativa no controle do peso e na manutenção do condicionamento, além de reduzir riscos de diabete gestacional, condição que afeta 5% das gestantes. A ativação dos grandes grupos musculares propicia uma melhor utilização da glicose e aumenta simultaneamente a sensibilidade à insulina.
 
 
 
Insulina: as gestantes geralmente têm resposta de insulina normal a glicose no início da gravidez, mas, à medida que o período gestacional avança, torna-se necessária mais insulina para transportar a mesma quantidade de glicose. A gestação, portanto, é considerada um estado hiperinsulinêmico, pois caracteriza-se por menor sensibilidade à insulina, explicada em parte pela ação de hormônios antagonistas da insulina, como a progesterona, cortisol, prolactina e o hormônio lactogênio placentário (principais hormônios manifestados durante a gravidez). Conforme explicado no post sobre diabetes, o exercício físico promove maior sensibilidade à insulina, fato extremamente positivo para o período gestacional (principalmente no período final da gestação, quando a insulina se torna menos eficiente).
 
 
 
Durante a gravidez geralmente é aconselhado o treinamento envolvendo pesos leves a moderados, evitando grandes cargas e contrações isométricas máximas, devido às respostas cardiovasculares, e a decorrente adição de pressão no sistema músculo-esquelético que este tipo de atividade pode causar. Mas tudo é uma questão de individualidade, na qual o condicionamento e nível de atividade física da mãe antes da gestação será levado em conta.
 
 
O exercício reduz e previne as lobalgias, devido à orientação da postura correta da gestante frente a hiperlordose que comumente surge durante a gestação, em função da expansão do útero na cavidade abdominal e o consequente desvio do centro gravitacional.  Na ocorrências de dores nas mãos e membros inferiores (que acontecem por volta do terceiro semestre), frente a diminuição da flexibilidade nas juntas, a prática do exercício terá o efeito de minimizá-las, por promover menor retenção de líquidos.
 

 
 
A atividade cardiovascular se eleva no período gestacional. No entanto, com a prática regular de exercícios físicos, reduz-se esse estresse cardiovascular, refletindo em melhorias na circulação e na prevenção de tromboses e varizes (Na gravidez, varizes podem aparecer em quem nunca teve o problema e se agravar ainda mais nas mulheres que já convivem com elas. Isso porque, nessa fase, além das alterações hormonais, o aumento do abdome faz uma maior pressão nos vasos da pele, que se dilatam, prejudicando a passagem de sangue).


Apesar de se verificar uma diminuição do oxigênio fetal e da disponibilidade de carboidratos durante o exercício, esta redução é acompanhada de adaptações fisiológicas, como o aumento da extração de oxigênio, redistribuição intra-uterina e hemoconcentração. Além disso, alguns estudos mostram que um programa de exercício físico de moderada intensidade, iniciado numa fase precoce da gravidez, durante a fase hiperplásica do crescimento placentar, pode aumentar a capacidade funcional da placenta, aumentando a distribuição de nutrientes, assim como o crescimento fetal.

Muitos estudos atuais concordam que a manutenção da prática regular de exercícios durante a gravidez trará benefícios significantes para saúde da mãe (controle de peso materno, boa forma física, a sensação de bem-estar e melhora do cansaço, da qualidade do sono e das dores nas costas, entre outros benefícios adicionais como diminuir o risco de desenvolvimento do Diabetes mellitus gestacional, pré-eclâmpsia e melhorar a função psicológica) e do feto (ganho de peso).


Quanto aos fatores nutricionais, o American College of Sports Medicine, American Dietetic Association e Dietitians of Canada consideram que as necessidades nutricionais serão sempre individuais, estando diretamente relacionadas às condições de saúde/nutrição e ao tipo de atividade desenvolvida durante a gestação. Essa individualidade deve ser respeitada principalmente no primeiro semestre de gravidez, pois a saúde do embrião depende da condição pré-gestacional da mãe, não apensas quanto as sua reservas energéticas, mas também quanto reservas de vitaminas, minerais e oligoelementos. Já no segundo e terceiro semestre o meio externo irá exercer influência direta na condição nutricional do feto. Por isso, a disciplina relacionada à nutrição e exercício serão responsáveis por consequências imediatas e futuras tanto para a mãe quanto para o feto.
 
 
Mas atenção!! O exercício regular é contra-indicado em mulheres com as seguintes complicações: injúrias músculo-esqueléticas; complicações cardiovasculares; trabalho de parto prematuro; aumento do risco de aborto no primeiro trimestre da gestação e grave hipoglicemia, indicando, igualmente, a interrupção do exercício.
Considera-se como contra‑indicação relativa à prática de exercícios aeróbicos durante a gestação, a presença das seguintes patologias: anemia, arritmia cardíaca materna, diabetes mellitus tipo I não controlada, bronquite crônica, obesidade mórbida, baixo peso com índice de massa corporal inferior a 12 kg/m², estilo de vida extremamente sedentário, retardo no crescimento intra‑uterino na gestação atual, hipertensão não controlada, limitações ortopédicas, tabagismo e hipertireoidismo não controlado.


Referências Bibliográficas:
VITOLO, Regina. Nutrição: Da Gestação Ao Envelhecimento. ed. Rubio: Rio de Janeiro, 2008. p. 41-45.
http://storchiquiropraxia.blogspot.com.br/2012/04/quiropraxia-e-gravidez.html
http://www.scielo.br/pdf/rbsmi/v3n2/a04v03n2.pdf
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI860-10565,00.html
http://nutricionistainfantil.blogspot.com.br/2012/05/alimentacao-da-gestante-e-preferencia.html
http://www.efdeportes.com/efd133/gravidez-e-exercicio-fisico.htm
http://weheartit.com/pregnant

O que é CrossFit?

Postado por: Letícia Carluccio
 
Há uma crescente revolução feita por pessoas que estão preocupadas principalmente com seu nível real de condicionamento físico e não com sua forma estética.
 
O Crossfit é um termo criado pelo técnico Greg Glassman, que define o sistema de treinamento criado por ele, que tem como objetivo deixar os atletas preparados para qualquer tipo de situação.



Consiste no principal programa de treinamento de força e condicionamento físico que é  usado em academias de polícia, grupos de operações táticas (como por exemplo SWAT), unidades de operações especiais do exército americano (como o US Marines) e vários de atletas de elite e profissionais pelo mundo.

 
 

O CrossFit é baseado principalmente no conceito de trabalhar as 10 capacidades ou aptidões físicas conhecidas pela sociedade mundial de fisiologistas do exercício. São elas:
  • resistência muscular,
  • resistência cardiorrespiratória
  • força 
  • flexibilidade 
  • potência
  • velocidade 
  • coordenação 
  • agilidade
  • equilíbrio  
  • precisão.  


 
 

Outro conceito é e união das três vias metabólicas que nos propicia energia para a realização de qualquer tipo de ação física. 



A primeira  é responsável pelas atividades de altas potências, com duração de aproximadamente 10 segundos. A segunda será utilizada em atividades de potência moderada, que duram poucos minutos. A terceira via é responsável por mobilizar energia principalmente da gordura estocada em no corpo e permite executar atividades de baixa potência, de média e longa duração.

O CrossFit mistura movimentos de ginástica (com o peso do próprio corpo), levantamentos de peso (levantamentos olímpicos, powerlifting e Kettlebells), e aeróbicos (como corrida, remo e pular corda) com o objetivo de deixar o atleta “pronto para tudo”.

 

 
As aulas são realizadas em academias afiliadas, que tem uma estrutura bem diferente das academias comuns. O espaço é um galpão com um piso de borracha e com bastante espaço para a realização dos exercícios (WODs)

 
Os WODs (abreviação de “Workout Of Day” ou Treino do Dia) são aulas feitas em grupos com exercícios pré-definidos que serão realizadas contra o relógio (o mais rápido que o atleta conseguir terminar a série pré definida, ou então quantas vezes conseguir fazer a série dentro de um determinado espaço de tempo, o chamado AMRAP (“As Many Reps As Possible”).


Workout Of Day 

Este fator provoca um forte espírito competitivo, de medir os próprios limites e comparar os resultados finais com os outros ao seu redor. Um dos diferenciais do Crossfit se deve a esse apelo competitivo, estimulando as pessoas a testarem seus limites dia após dia.
 

Veja aqui um vídeo sobre este assunto, realizado na BsB CrossFit, uma das boxes de CrossFit em Brasília certificada e credenciada pela CrossFit Inc. dos EUA: http://www.youtube.com/watch?v=0bevId5nJBw&feature=youtu.be
 
Referências Bibliográficas:
http://www.forte.jor.br/2011/02/24/bope-pmerj-ira-adotar-camuflagem-semelhante-ao-usmc/
http://blogs.militarytimes.com/battle-rattle/2012/07/26/female-marine-competes-in-2012-crossfit-competition/
http://www.thehybridathlete.com/crossfit-how-do-you-start/
http://www.crossfitgables.net/
http://joustfitness.com/ann-arbor-crossfit-300-wod/
http://bsbcrossfit.com/
http://www.crossfitbrasil.com.br/blog/o-que-e-crossfit/

  


Aterosclerose e o exercício físico 


Postado por : Gabriel Queiroz 

A aterosclerose, também chamada de doença cardíaca coronária, é acúmulo gorduroso,enrigecimento e bloqueio das artérias de médio e grande calibre.Esses vasos sofrem depósito de gordura em suas paredes, formam depósitos de cálcio o que leva ao enrigecimento arterial,o que pode levar ao entupimento da artéria e logo impedindo a passagem do sangue para o coração, podendo levar o indivíduo ao infarte.

Os fatores de risco ligados a aterosclerose são a hiperlipidemia,hipertensão arterial, diabetes, idade, tabagismo,sedentarismo,obesidade,álcool
entre outros.


Aterosclerose e as lipoproteínas 

A placa aterosclerótica é formada por elementos celulares, componentes da matriz celular, núcleo lipídico rico em colesterol e capa fibrosa rica em colágeno.

As lipoproteínas são estruturas responsáveis por diversas funções fisiológicas, sendo precursoras de hormônios esteróides, da bile e de vitaminas além de serem fonte de energia como é o caso dos triglicerídes.

A lipoproteína de baixa densidade (LDL) é responsável pelo transporte de colesterol para os tecidos periféricos. O acumulo de LDL no sangue ocasiona hipercolesterolemia, que é alto colesterol no sangue, podendo levar a formação de placa de ateroma.

Já a lipoproteína de alta densidade (HDL) transporta concentrações menores de colesterol e apresentam uma proporção maior de proteínas na sua composição, comparada a LDL. O papel na aterosclerose do HDL se dá devido ao aumento de chances de acúmulo de gordura nas artérias quando há baixa concentração de HDL no sangue, já que é responsável pelo transporte reverso de colesterol, ou seja ela retira o colesterol dos tecidos periféricos e leva para o fígado para ser catabolizado. Esse transporte leva a dois destinos : ou o colesterol é levado até o fígado, onde serão excretados na forma de sais biliares ou o colesterol é passado para outras lipoproteínas, VLDL e LDL, sendo que essas lipoproteínas quando carregam um valor alto de colesterol também são levadas até o fígado para excreção pelos sais biliares.

O exercício físico 



A relação do exercício físico, principalmente do exercício físico aeróbico e a aterosclerose se dá no auxílio na prevenção dessa doença crônica. O exercício físico aeróbico, praticado regurlamente e orientado por um profissional da educação física, promove aumento das concentrações de HDL plasmático e diminuição dos níveis séricos de LDL. Além de contribuir em outros fatores de risco da aterosclerose, como obesidade, sedentarismo e até hipercolesterolemia, já que há estudos que comprovam a diminuição do colesterol total em praticantes de atividade física.

Por tanto, a realização de atividade física ( principalmente aeróbica ) além de uma alimentação balanceada, sem abrupto excesso calórico, riqueza em carboidratos simples, gorduras, sódio, corantes ou conservantes, demonstram papel fundamental na prevenção da aterosclerose. 


Referências bibliográficas :

http://i0.statig.com.br/fw/1y/l0/bp/1yl0bpqnbga8k5y1caumkjtxq.jpg
http://www.tudum.com.br/wp-content/uploads/2013/01/correr.jpg

PRADO, E. S. DANTAS, E. H. M. Efeitos dos exercícios físicos aeróbios e de força nas lipoproteínas HDL, LDL e lipoproteína (a). Arquivos Brasileiros de Cardiologia. v. 79. n. 4. p. 429-433. São Paulo, 2002.

CAMBRI, L. T. SOUZA, M. MANNRICH, G. CRUZ, R. O. GEVAERD, M. S. Perfil lipídico, dislipidemias e exercícios físicos. Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano. V. 8. n. 3. p. 100-106, 2006.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Exercício Físico, Radicais Livres e Vitaminas

Postado por: Marina Cavalcante

O exercício físico traz grandes benefícios ao organismo, pelas suas adaptações ao estresse em que é exposto, entre outros fatores. Entretanto, o exercício também pode provocar eventos danosos superando as adaptações benéficas, sendo um exemplo disso a produção de radicais livres em excesso, que são um grupo de átomo ou molécula ou qualquer átomo que apresenta elétron desemparelhado, sendo responsáveis pela lesão das membranas celulares.



A produção de radicais livres durante o exercício depende da freqüência, intensidade, tipo e duração do exercício. O sistema aeróbio, particularmente, eleva substancialmente o consumo de oxigênio e induz o estresse oxidativo. Sabendo-se que a cada 25 moléculas de oxigênio reduzidas pela respiração normal, um radical livre é produzido, e que o consumo de oxigênio durante o exercício aumenta em 10 vezes o influxo de oxigênio para a fibra muscular em ate 100 vezes, compreende-se a razão de um maior numero de lesões celulares ocasionadas pelos radicais livres durante esse tipo de exercício. Por outro lado, os radicais livres também podem ser produzidos através de exercícios anaeróbios pela maior geração de íons H+ nessa via.

  O sistema antioxidante do nosso organismo, composto por diversas enzimas antioxidantes, consegue neutralizar apenas 5% dos radicais livres produzidos na reação de redução de oxigênio. Durante o exercício, esse antioxidantes endógenos não são suficientes para neutralizar a grande quantidade de radicais livres gerados e necessitam dos antioxidantes exógenos, que são principalmente as vitaminas C, E e a pró-vitamina A (betacaroteno).



A vitamina C é hidrossolúvel e age conjuntamente com a vitamina E, que é tida como protetora das membranas celulares pelo fato de ser lipossolúvel, impedindo a lipoperoxidação. Quando essas vitaminas são introduzidas, convertem o radical livre na sua forma instável para uma molécula mais estável, quebrando a cadeia de radicais livres e interrompendo o processo de oxidação, auxiliando na eliminação dos radicais livres. A eficácia no combate aos radicais livres depende da presença de todas as vitaminas com essas propriedades, assim como dos minerais que compõe o sistema antioxidante endógeno. A suplementação de apenas uma vitamina oferece menos benefícios na diminuição do estresse oxidativo causado pelo exercício.

Conclui-se então que o exercício regular e alimentação adequada ou suplementação com antioxidantes auxiliam a reduzir os danos celulares resultantes do estresse oxidativo causado pelo exercício físico.



Referências Bibliográficas:

http://www.infoescola.com/bioquimica/radicais-livres/

http://www.culturamix.com/saude/por-que-os-antioxidantes-sao-importantes-para-a-nossa-saude


TIRAPEGUI, Julio. Nutrição: fundamentos e aspectos atuais. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2006.