A sarcopenia, caracterizada
pela perda progressiva de massa e função muscular que ocorre com o
envelhecimento, é uma condição com grande prevalência no idoso, tendo um efeito
devastador na sua qualidade de vida.
Com
o envelhecimento, observa-se uma tendência para a redução na massa muscular,
causado pela diminuição no tamanho e/ou perda quantitativa e qualitativa das
fibras musculares. Os mecanismos possíveis para a diminuição da massa
e qualidade muscular incluem uma diminuição da inervação do músculo esquelético
pelos motoneurônios alfa, declínio da densidade capilar, atrofia das fibras
musculares do tipo II, responsáveis pela contração muscular rápida, aumento em
gordura intramuscular e no tecido conjuntivo.
A diminuição
na inervação do músculo causa diminuição na capacidade de contração muscular. Sem
esse estímulo, ocorrerá uma deficiência de impulsos elétricos para o músculo
com iminente atrofia por desuso, onde um desuso crônico aumenta a
suscetibilidade da mitocôndria à morte celular programada, a apoptose. O exercício pode reduzir a morte celular mediada
pela mitocôndria, através da redução na liberação de proteínas pró-apoptóticas
e atenuação na produção nas substâncias reativas ao oxigênio, e assim combater
o início dos eventos apoptóticos que acontecem durante a sarcopenia.
A perda das fibras musculares do tipo II
significa uma diminuição das proteínas de cadeias pesadas de miosina, que se
transformam para o tipo mais lento, o que pode afetar a velocidade do ciclo
das pontes transversas de actina e miosina nas contrações musculares, além de
uma concomitante diminuição de atividade da miosina ATPase, que é responsável
por ativar
os espaços específicos nos elementos de desenvolvimento de força e permitir a
contração muscular. Nesse caso, o
treinamento de força seria ideal, por propiciar um aumento no tamanho do
músculo em decorrência do resultado do aumento nas proteínas contráteis.
O
declínio da densidade capilar acarretará em um menor aporte de oxigênio e
nutrientes para o tecido, e juntamente com a atrofia das fibras musculares do
tipo II, o aumento em gordura intramuscular e no tecido conjuntivo, reduzem o
volume de tecido contrátil disponível para locomoção e para as funções
metabólicas.
A quantidade de massa muscular perdida com o
envelhecimento depende da atividade física, sendo a taxa de perda menor
naquelas que a praticam regularmente.
Assim, a atividade física e em especial o
treinamento com pesos, por diminuir os efeitos negativos do envelhecimento
sobre os aspectos neuromusculares, pode minimizar ou mesmo reverter a
sarcopenia que prevalece entre os indivíduos mais velhos.
Referências Bibliográficas:
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